O Conceito Aberto Foi Longe Demais? Casal Lança Moda de Banheiro Sem Paredes e Vira Piada na Web com Desastre Matrimonial

A tentativa de criar uma suíte de hotel de luxo num apartamento de 50m² resultou em falta de privacidade, móveis mofados e um prejuízo de mais de 70 mil reais.
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A busca pelo apartamento perfeito, digno de capas de revistas de decoração e feeds impecáveis, tomou um rumo desastroso para um casal de moradores da capital. Em busca de amplitude para o imóvel de apenas 52 metros quadrados, os dois decidiram adotar a tendência do conceito aberto levada ao extremo: eliminar todas as paredes que separavam o banheiro principal do quarto do casal.

A ideia original parecia vinda de um resort cinco estrelas em Bali. A orientação para a equipe de execução foi derrubar as alvenarias tradicionais e instalar apenas uma divisória estilizada de vidro canelado. O problema é que a teoria passou bem longe da prática cotidiana de um lar de verdade.

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Poucas semanas após a mudança, o sonho transformou-se em um pesadelo logístico e de convivência. O vaso sanitário ficou posicionado a pouco mais de um metro da cabeceira da cama. Sem barreiras acústicas ou térmicas, a privacidade evaporou completamente, tornando o uso do espaço um momento de extremo desconforto para ambos.

Para piorar o cenário, o vapor do chuveiro aberto passou a se dissipar diretamente dentro do dormitório. Em menos de noventa dias, o guarda-roupa de MDF absorveu a umidade constante, resultando em mofo em praticamente todas as peças de vestuário armazenadas. O odor de umidade tomou conta do ambiente de descanso.

A tentativa de vender o imóvel para estancar o prejuízo revelou outro golpe duro: a desvalorização imobiliária. Corretores que avaliaram o local apontaram uma queda expressiva no valor de mercado. Compradores em potencial que visitavam o espaço ficavam perplexos com o layout e exigiam descontos cavalares para arcar com o custo de reconstruir as paredes e refazer a tubulação.

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Nas redes sociais, o caso dividiu opiniões de forma apaixonada. Um comentarista destacou que as pessoas esquecem que hotéis possuem sistemas industriais de exaustão e serviço diário de limpeza, algo inviável em uma rotina comum. Outro argumentou que a responsabilidade é da falta de orientação técnica adequada, já que executores de obra muitas vezes apenas cumprem ordens sem alertar sobre os riscos práticos.

No fim das contas, a brincadeira custou caro. A reforma inicial consumiu cerca de 45 mil reais, enquanto a restauração do quarto e a reconstrução das paredes exigiram mais 32 mil reais do bolso do casal, sem contar as roupas perdidas para o mofo.

No episódio de hoje do podcast Fora do Esquadro, os apresentadores analisam esse e outros causos inacreditáveis de reformas que saíram completamente dos trilhos.

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