DO PINTEREST AO APOCALIPSE: Como uma parede derrubada sem laudo destruiu o apartamento e alagou o prédio inteiro

O sonho do conceito aberto virou pesadelo com direito a fita adesiva no cano mestre, pilar improvisado com madeira de caçamba e uma conta de R$ 70 mil.
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A promessa era simples: derrubar uma única parede para realizar o sonho do 'conceito aberto' e integrar a sala de estar com a cozinha. O resultado, no entanto, parecia mais a cena de um filme de catástrofe de baixo orçamento. Um morador decidiu economizar na contratação de um arquiteto e deu carta branca a um empreiteiro informal para marretar a alvenaria de seu apartamento em um prédio antigo.

O problema começou no quarto dia de obra. A parede demolida não era apenas um simples divisório de ambientes, mas sim a base de sustentação da coluna principal de água do edifício. Uma marretada mais entusiasmada atingiu em cheio o encanamento central, transformando a sala de estar em uma piscina improvisada em questão de minutos.

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Testemunhas relatam que o desespero tomou conta do local. Sem saber onde ficava o registro geral do condomínio, a equipe de obra tentou conter o jorro de água utilizando baldes de tinta vazios e panos de prato. Diante da ineficácia dos panos, o empreiteiro recorreu ao ápice do improviso: injetou três latas de espuma expansiva de poliuretano e envolveu o cano com camadas de fita adesiva.

A gambiarra resistiu por exatos vinte minutos. Quando a pressão aumentou, a água voltou a jorrar com mais força, escorrendo pelas tomadas elétricas e destruindo o teto de gesso e o piso de madeira do apartamento do andar de baixo. Um vizinho comentou que o barulho parecia uma cachoeira dentro do seu próprio quarto, enquanto outro morador desabafou sobre o risco que a falta de escoramento trouxe para todo o prédio.

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Diante da gravidade da situação, o empreiteiro recolheu suas ferramentas, inventou uma emergência pessoal e desapareceu do local. O proprietário ficou sozinho para lidar com o encanador de emergência, os fiscais do condomínio e uma multidão de vizinhos furiosos na porta do imóvel.

Entre indenizações ao vizinho, reparos estruturais, contratação de novos engenheiros e multas aplicadas pelo prédio, a economia inicial de alguns milhares de reais se transformou em uma dívida superior a setenta mil reais. O morador agora carrega o título não oficial de 'Poseidon do Bloco B'.

No episódio desta semana do podcast Fora do Esquadro, os apresentadores analisam cada detalhe dessa tragédia cômica, discutem as piores gambiarras já registradas e debatem até onde vai a responsabilidade do cliente emocionado diante da obra.

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