‘Achamos Que Era Só Marretar’: Casal Tenta Fazer Conceito Aberto Sozinho, Derruba Parede Mestre e Alaga Três Andares de Prédio

A tentativa de economizar no arquiteto resultou em rachaduras no teto do vizinho, cano mestre estourado e um prejuízo que ultrapassa os seis dígitos.
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‘Achamos Que Era Só Marretar’: Casal Tenta Fazer Conceito Aberto Sozinho, Derruba Parede Mestre e Alaga Três Andares de Prédio · Avonetics

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O sonho do conceito aberto se transformou no maior escândalo de um condomínio tradicional. O que era para ser uma reforma rápida de duas semanas durante as férias de um casal acabou se tornando uma verdadeira novela de terror estrutural e hidráulico, com direito a marretadas na parede errada e infiltração generalizada.

Tudo começou quando o par decidiu transformar a pequena cozinha dos anos 80 em um espaço integrado com a sala de estar. Empolgados por dezenas de vídeos de transformações no estilo "faça você mesmo", eles optaram por dispensar a contratação de um arquiteto ou engenheiro. Afinal, derrubar uma parede parecia algo simples nos vídeos de três minutos da internet.

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Compraram uma marreta pesada e começaram a demolição logo no primeiro dia. No entanto, o barulho ensurdecedor e a resistência das vigas internas não foram suficientes para acender o sinal de alerta. Um vizinho relatou que o prédio inteiro chegou a tremer durante a tarde, e que pequenas rachaduras começaram a surgir no teto do apartamento de cima antes mesmo da metade da parede vir ao chão.

Sem saberem que estavam destruindo uma parede de alvenaria estrutural crucial para a sustentação do edifício, os proprietários avançaram para a etapa seguinte: mover a pia de lugar. Utilizando uma lixadeira industrial para abrir espaço no piso, eles atingiram em cheio a tubulação central de água do prédio. Em questão de minutos, o apartamento virou uma piscina improvisada de dez centímetros de profundidade.

A água jorrou com força total por quase uma hora até que o registro geral fosse localizado pelo zelador. O estrago, porém, já estava feito. A água atravessou a laje e escorreu pelos três andares inferiores, destruindo forros de gesso, fiação elétrica e móveis sob medida de diversos moradores indignados.

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Para piorar o cenário, em um momento de desespero, o casal contratou um prestador de serviços informal que prometeu resolver o vazamento emergencial. Após receber uma quantia considerável adiantada via Pix, o homem cobriu os estragos com fita adesiva e espuma expansiva e desapareceu sem deixar rastros, deixando os moradores na mão.

Nas redes sociais do bairro, as reações variaram entre o choque e o sarcasmo puro. Uma internauta comentou que a empolgação com tutoriais online virou uma praga urbana. Outro morador ironizou dizendo que o "conceito aberto" do casal agora incluía o teto do vizinho de baixo e a conta bancária no vermelho.

Agora, além das multas pesadas aplicadas pelo condomínio por descumprimento das normas de segurança, o casal enfrenta acionamentos judiciais e um prejuízo financeiro que supera o valor de um carro zero quilômetro.

No episódio desta semana, os apresentadores do podcast debatem em detalhes os piores momentos dessa tragédia decorativa e explicam por que certas ferramentas deveriam exigir licença para uso.

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